segunda-feira, 21 de outubro de 2019
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
ANTÔNIO GUEDES DE BRITO
Antonio
Guedes de Brito, mestre de campo, governador interino da Bahia, como juiz
ordinário mais velho da junta governativa, provedor da Santa Casa de Misericórdia
em 1663, cavaleiro professo da Ordem de Cristo, abastadíssimo fazendeiro, um
dos homens de projeção da Bahia seiscentista, tanto pela sua riqueza como pela
sua influência, depois de Garcia de Ávilla, foi o “maior proprietário de
terras, a principiar das nascenças do rio Real, Inhambupe, em demanda do sul
pelo S. Francisco acima tantas léguas quantas ditassem daquelas cabeceiras ao
Paraguaçu”.
O
jesuita Antonil, em 1711, pormenoriza: “Sendo o sertão da Bahia tão dilatado
como temos referido, quase todo pertence a duas das principais famílias da
mesma cidade, que são a da Torre, e a do defunto mestre de campo Antonio Guedes
de Brito. Porque a casa da Torre tem duzentas e sessenta léguas pelo rio S.
Francisco acima, à mão direita, indo para o Sul; e indo do dito rio para o
norte, chega a oitenta léguas. E os herdeiros do mestre de campo Antonio Guedes
possuem, desde o Morro dos Chapéus até a nascença do rio das Velhas, cento e
sessenta léguas. E nessas terras, parte dos donos delas tem currais próprios; e
parte são dos que arrendaram sítio delas, pagando por cada sítio, que
ordinariamente é de uma légua, cada ano dez mil réis de foro”. Essas terras
dilatadas pelos sertões, entre a Bahia e as Minas, valiam um Império.
Antonio Guedes de Brito para tomar posse efetiva de seus vastos domínios, estabeleceu-se numa fazenda em Morro do Chapéu, às margens do rio Jacuipe. Acompanhado de numerosos capangas, saiu pelo sertão combatendo e expulsando os grileiros e índios que infestavam seu território. E foi nesta campanha que subitamente faleceu, sendo enterrado na igreja do Colégio dos Jesuítas na Catedral da Sé da Bahia.
Antonio Guedes de Brito para tomar posse efetiva de seus vastos domínios, estabeleceu-se numa fazenda em Morro do Chapéu, às margens do rio Jacuipe. Acompanhado de numerosos capangas, saiu pelo sertão combatendo e expulsando os grileiros e índios que infestavam seu território. E foi nesta campanha que subitamente faleceu, sendo enterrado na igreja do Colégio dos Jesuítas na Catedral da Sé da Bahia.
Antonio
Guedes de Brito teve uma filha com sua concubina d. Serafina de Sousa a qual
deu o nome de Isabel Maria Guedes de Brito. Sendo filha única, d. Isabel herdou
todos os bens de Antonio Guedes de Brito. Era tetraneta de Diogo Álvares
Correia, o Caramuru. Casou-se com o coronel Antonio da Silva Pimentel, o
construtor do Solar do Saldanha, a mais luxuosa residência existente em
Salvador à época. O coronel Antonio da Silva Pimentel por mais de 16 anos
esteve à frente da alcaidaria da cidade, naquele tempo um dos principais cargos
do governo. Exerceu a provedoria da Santa Casa da Misericórdia e foi benfeitor
da Igreja do Colégio da Bahia, depois Catedral Primaz do Brasil, - começada em
1657 e terminada em 1672.
Da
união de d. Isabel Maria Guedes de Brito e do coronel Antonio da Silva
Pimentel, nasceu d. Joana da Silva Caldeira Pimentel Guedes de Brito, que
herdou a maior parte dos bens do avô materno e o solar da família tornando-se
“a mais opulenta senhora de toda colônia”, tisnada de cristã nova nas denúncias
do Santo Ofício. Ninguém teve na colônia palácio mais aparatoso do que d.
Joana: a sua mansão de altos pórticos da rua do Saldanha em Salvador. Os seus
progenitores possuíam o que havia “de melhor em prataria lavrada, em baixelas
de ouro, em candelabros de bronze, em peças de crisólitos da Boêmia”.
D.
Joana em 1717, casou-se em primeiras núpcias, com d. João de Mascarenhas,
nascido depois de 1680, segundo filho do I Conde de Coculim, d. Francisco de
Mascarenhas. D. João foi porcionista do Colégio Real de S. Paulo, em Coimbra,
no ano de 1697; desembargador do Porto e da Relação de Lisboa, cavaleiro da
Ordem de Cristo, tesoureiro-mor da Sé do Algarve e deputado da Mesa da
Consciência e Ordens, no ano de 1722, falecido a 25 de junho de 1729, em
Lisboa, sem geração.
D.
João era mau caráter, acobertando criminosos e malfeitores em seu engenho da
Mata, e impedindo sua sogra Isabel Maria Guedes de Brito de gerir seus bens. O
vice-rei da Bahia, D. Vasco César de Meneses não perdoava o comportamento
descomedido do excêntrico fidalgo, ponto negativo de sua administração, no
setor da ordem pública.
A
experiência desagradável do primeiro casamento não desanimou d. Joana da Silva
Guedes de Brito da ilusão de contrair novas núpcias. Relativamente moça,
opulenta e garbosa, deu-lhe na cabeça que deveria procurar novo marido e
resolveu comprá-lo, com o seu ouro.
D.
Manuel de Saldanha da Gama, nascido a 21 de fevereiro de 1715, quinto filho de
d. João de Saldanha da Gama, vice-rei da Índia em 1715, foi o favorito. Mais
novo 18 ou 19 anos que d. Joana, nascido apenas dois anos antes da data do
primeiro matrimônio, quando esta – teria já rodado sensivelmente o dobro da sua
idade.
O
contrato de casamento, lavrado em Lisboa, a 19 de abril de 1734, em nota do
tabelião Antonio da Silva Freire, contou com a presença do capitão José de
Oliveira Filho, que assinou a escritura “em nome e como procurador” de d.
Joana, e de d. João de Saldanha da Gama, pai de d. Manuel de Saldanha.
A
18 de setembro do mesmo ano, foi ratificado, na Bahia, em nota do tabelião
Pedro Ferreira de Lemos, ante os noivos, que se “achavam contratados para
casarem na forma do Sagrado Concílio Tridentino”.
D.
Manuel de Saldanha da Gama, moço fidalgo, membro do Conselho Ultramarino, a 2
de maio de 1757, foi indicado pelo vice-rei Conde dos Arcos a Sebastião José de
Carvalho e Melo, Marquês de Pombal, para ocupar o posto de coronel comandante
de um dos regimentos de infantaria desta Cidade, vago com o falecimento de
Manuel Domingos de Portugal. Sobre sua personalidade e o seu procedimento,
assim se expressa seu filho, o VI Conde da Ponte: “este cavaleiro, além de ser
de costumes muito bem regulados, é de um tão louvável procedimento, que
justíssimamente o tem feito credor da distinta atenção, que lhe rendem todos
esses habitantes, nem tem, nem nunca teve destas partes, emprego algum no
serviço de S.M.(Sua Majestade)”
D. Joana faleceu a 24 de outubro de 1762, sem que houvesse filhos. D. Manuel, fiel às cláusulas que instituiu o Morgado, acrescentou o sobrenome da falecida mulher e entrou na posse dos bens. D. Manuel de Saldanha da Gama Guedes de Brito Melo e Torres, eis como passou a ser chamado. Em 1776 regressou a Portugal, levando consigo recordações da famosa matrona que se trajava majestosamente na mansão junto à Sé. Tornou-se senhor de grande fortuna – em parte proveniente dos bens doados a d. Joana, em parte acumulados durante a sua estada de não menos de trinta anos no Brasil.D. Manuel casou-se em segundas núpcias dentro em sua linhagem, com d. Francisca Joana Josefa da Câmara, nascida a 27 de dezembro de 1740, viúva do célebre Luís José Correa de Sá Velasco e Benevides, capitão-general de Pernambuco e filha de Lourenço Gonçalves da Câmara Coutinho, quinto almotácer-mor do Reino e de sua mulher e prima, d. Leonor Josefa Távora, Dama do Paço. Faleceu no ano de 1778, em Portugal, “rico e honrado, com cargos importantes e respeitáveis que desempenhara na Cidade do Salvador”.
D. Joana faleceu a 24 de outubro de 1762, sem que houvesse filhos. D. Manuel, fiel às cláusulas que instituiu o Morgado, acrescentou o sobrenome da falecida mulher e entrou na posse dos bens. D. Manuel de Saldanha da Gama Guedes de Brito Melo e Torres, eis como passou a ser chamado. Em 1776 regressou a Portugal, levando consigo recordações da famosa matrona que se trajava majestosamente na mansão junto à Sé. Tornou-se senhor de grande fortuna – em parte proveniente dos bens doados a d. Joana, em parte acumulados durante a sua estada de não menos de trinta anos no Brasil.D. Manuel casou-se em segundas núpcias dentro em sua linhagem, com d. Francisca Joana Josefa da Câmara, nascida a 27 de dezembro de 1740, viúva do célebre Luís José Correa de Sá Velasco e Benevides, capitão-general de Pernambuco e filha de Lourenço Gonçalves da Câmara Coutinho, quinto almotácer-mor do Reino e de sua mulher e prima, d. Leonor Josefa Távora, Dama do Paço. Faleceu no ano de 1778, em Portugal, “rico e honrado, com cargos importantes e respeitáveis que desempenhara na Cidade do Salvador”.
segunda-feira, 2 de setembro de 2019
POLÍTICA - CHICO PINTO
Francisco
José Pinto dos Santos
Origem:
Wikipédia, a enciclopédia livre.
Francisco José Pinto dos
Santos (Feira de Santana, 16 de abril de 1930
— Salvador, 19 de fevereiro de 2008)
foi um advogado e político brasileiro que exerceu quatro mandatos de deputado federal
pela Bahia e se destacou como integrante do “grupo
autêntico” do Movimento
Democrático Brasileiro que pregava uma oposição mais contundente ao Regime Militar de 1964
em contraposição à postura comedida do “grupo moderado”. Era conhecido também
pelo epíteto de Chico Pinto.
[editar]
Biografia
Filho de José Pinto dos Santos
e Inácia Pinto dos Santos, ingressou no PSD e
nele permaneceu até a chegada do bipartidarismo por força do Ato
Institucional Número Dois outorgado pelos militares em 1965. Nesse
interregno foi eleito vereador de Feira de Santana em 1950 e em 1954 graduou-se
em Direito pela Universidade
Federal da Bahia atuando como advogado.
Eleito prefeito do município
em 1962 teve o mandato cassado e assim fez opção pela oposição após a queda de João Goulart em 31 de março de 1964
e nessa condição fundou a seção baiana do MDB
em 1966. Eleito deputado federal em 1970, logo divergiu da orientação moderada
existente no partido e foi um dos fundadores do “grupo autêntico” do MDB cuja
postura sinalizava uma ação mais contundente em relação ao poder militar. No
episódio que culminou com a “anticandidatura” de Ulisses Guimarães
à Presidência da República em 1974 defendeu a tese de que o partido necessitava
denunciar a situação política do país, entretanto compartilhava de uma visão
segundo a qual concorrer com o General Ernesto Geisel no Colégio Eleitoral seria
legitimar os esbirros do regime de exceção, razão pela qual defendia a renúncia
de Ulysses momentos antes da sessão, mas como o MDB se recusou a assim proceder
foi um dos vinte e três parlamentares oposicionistas a se absterem da votação.
O ano de 1974 foi marcado por
um acontecimento ímpar em sua biografia, pois na véspera da posse de Ernesto Geisel em 15 de março, Chico Pinto concedeu uma entrevista
à Rádio Cultura de Feira de Santana na qual denunciou a ditadura chilena
de Augusto Pinochet
numa manifestação considerada ofensiva pelas autoridades brasileiras. De
imediato o Departamento Nacional de Telecomunicações (DENTEL) determinou o
fechamento da emissora (que seria reaberta em 26 de julho de 1985)
e o governo abriu um processo que resultou em seis meses de reclusão em
julgamento realizado pelo Supremo Tribunal
Federal em 10 de outubro de 1974.
Após cumprir a pena no 1º BPM de Brasília foi submetido a oito processos e também
a Inquéritos Policiais Militares atuando em causa própria.
Reeleito deputado
federal em 1978 foi um dos fundadores do PMDB
sendo elevado ao posto de Secretário-geral do diretório nacional da agremiação.
Conquistou novos mandatos de deputado federal em 1982 e 1986. Faleceu na
capital baiana vítima de câncer.
sexta-feira, 23 de agosto de 2019
PARODIANDO GIBRAN
Minhas
filhas são minhas filhas,
Vindas
de mim, das minhas entranhas,
Fruto
do meu fruto, de uma árvore milenar,
Que
conheço por ouvir dizer
Porque
o tempo não nos permite caminhar
Na
sua estrada.
Nascidas,
crescidas e vivenciadas,
Firmam-se
compassadamente.
Engatinham,
andam, correm e pensam
Por
nós e além de nós,
Ora
encontradas, ora desencontradas,
Firmam-se
em suas próprias idéias
Herdadas
ou deserdadas.
Eu
sou o arco e elas as flechas
Arremessadas,
que atingirão alvos diferentes,
Porque
seguem rumo diverso,
Cada
uma numa direção,
Sabendo
o ponto de partida
Sem
avistar a chegada.
Vindas
do ontem
Residem
no hoje
Na
casa do amanhã
Abrigo
de sonhos
Coloridos
que o presente
Muitas
vezes pinta
Com
a tinta do passado
Já esquecido. Feira, 2014.
POEMA Nº 26
Eu
prefiro um mundo
Sem
deuses e sem mitos,
Sem
crenças absurdas,
Sem
idolatria;
Um
mundo mais humano,
Mais
inteligente, mais inteligível,
E
que a crença cresça
No
homem pelo homem
E
cresça e desenvolva
Sem
espaço vazio,
Sem
imaginação caótica.
Eu
prefiro um mundo
Sem
deuses e sem mitos.
Que
se desperte para a cosmologia
E
a ciência seja o infinito
Dos
mais cultos (já que não pode ser de todos).
Que
seja menos fria
A
mente do covarde,
E
não se proponha deuses assassinos
E
não se pinte belezas inexistentes.
Que
se dissolva a ordem dos incultos
E
criem-se soluções
Para
as nossas realidades.
Eu
prefiro um mundo
Sem
deuses e sem mitos,
Sem
perspectiva bíblica,
Sem
opinião mentida,
Sem
suposição,
Com
base científica e mente filosófica,
Sem
fome e sem demência,
Mas
com solução.
Que
as palavras
Ganhem
os seus sentidos verdadeiros,
Plenos
para a vida e para o homem.
Eu
prefiro um mundo
Sem
deuses e sem mitos
Mais
humanizado.
(Poema
publicado na Revista das Academias de Letras da Bahia), em 1998.
segunda-feira, 22 de julho de 2019
CANDIDE
Na madrugada do dia 10 de junho de 2009, não sei explicar o porquê, acordei com o pensamento em Voltaire, precisamente - François Marie Arouet Lê Jeune du Voltaire, um dos maiores filósofos que a humanidade gerou e então me lembrei de sua obra de cunho social – Candide o Optimisme, que traduzida para o português se fez “Candido ou o Otimismo”, quando ele retrata o seu personagem como um homem que deve ser antes de tudo um otimista apesar de tantas tragédias vividas como a que depois de tantos infortúnios, indo para Portugal chegou a tempo de assistir ao terremoto de 1755 que destruiu uma cidade. Aí me lembrei das minhas andanças. – No início de 1958, após ser submetido aos exames necessários fui admitido na Aeronáutica como recruta e depois S2. Ainda com o tino de quem gosta de estudar formei um grupo e passamos a nos ensinar uns aos outros do que sabíamos em matéria de conhecimento humano visando os cursos de Sargento e de Oficial da Força Aérea Brasileira. Surgiu a primeira oportunidade e nos submetemos aos exames para o curso de Enfermagem que nos daria a promoção de S2 para Cabo. Fomos aprovados e quando estávamos para concluir, eis que explode um “paiol” de munições no bairro distante de Marechal Deodoro, no Rio de Janeiro, vislumbrando um movimento militar que culminaria, poucos anos depois, no golpe militar de 1964. Foi o suficiente para suspenderem o curso e retornarmos de Recife para Salvador. Na Base Aérea, não muito satisfeito, com a frustração, mas consolado e ainda esperançoso, acontece outro infortúnio e por uma discussão envolvendo regras do regimento militar, um oficial despreparado me deu ordem de prisão e fui recolhido ao “Xadrez” por oito dias e aí a viola cantou com os companheiros de farda que dividiam a cela. Depois, por revidar uma atitude torpe de um colega, apliquei-lhe alguns golpes de Capoeira e Jiu Jitsu, sendo novamente recolhido por mais quinze dias, liberado antes do prazo por ordem do Tenente Coronel Comandante da Base. Desestimulado, sentindo o futuro incerto pedi baixa, desistindo da carreira militar e do sonho de ser Aviador, decorridos quase dois anos de caserna. Possuidor de uma voz privilegiada como cantor, tomei a decisão de ir para o Rio de Janeiro. 20 dias após, consegui um contrato em uma Boate na Zona Sul, em Copacabana. Dois anos se passaram e lá eu estava me apresentando em uma das melhores casas noturnas – Bar e Boate Michel e no Restaurante francês Lê Rond Point. O Michel era freqüentado por João Goulart, Doutel de Andrade e muitos membros do governo federal progressista, o que foi suficiente para logo após o golpe militar ser fechado, depedrado, destruídos os aquários iluminados que ornavam as paredes. Não pouparam nem mesmo os peixes. Fui convidado para cantar no Restaurante CABANA, na Praça N.S. da Paz, em Ipanema, sendo recepcionado com uma “Paella a Valenciana” de dar água na boca, regada com excelente uísque, onde pude perceber durante algum tempo a presença de Maria Betânia que chegava à Cidade Maravilhosa e ficava a me ouvir. Conheci Mario Prioli que explorava um Boliche e reunia os componentes do Grupo MPB-4, Chico Buarque de Holanda e outros amigos. Pouco tempo depois Mario fundou o Canecão - a mais importante casa de Show do Rio de Janeiro. Tivemos muitas andanças. Não demorou e uma das sócias do Restaurante foi atropelada na calçada de Ipanema. Coincidentemente esta senhora namorava Antonio Buono, jornalista que foi Diretor do jornal “A Noite” localizado no Prédio da Radio Nacional, (fechado pela ditadura), homem de idéias socialistas e que fora atropelado anos atrás. Em recessão a casa noturna encerrou as suas atividades. Fiquei desempregado. Desestimulado resolvi atrelar-me a um grupo religioso na Paróquia da Glória no Largo do Machado, passando a dar aulas de Filosofia e Francês, abrindo um Curso de Madureza e Taquigrafia na Rua do Catete. Rodávamos num mimeografo à tinta, matérias de cunho social, combatendo os vendilhões da pátria e fomos perseguidos pelo Dops e pelo SNI. Foram quase todos levados para o Campo do Botafogo em General Severiano, escapando eu e o amigo Amaral. Tivemos que nos refugiar por algum tempo em lugares não conhecidos. Em 1973 fui para Belo Horizonte, aprovado em vestibular para o curso de Direito, tornei-me Advogado e voltei para a Bahia. Nomeado Procurador Jurídico em 1981. Por não aderir ao grupo de direita, em 1983, fui exonerado. Não tenho razões para ser otimista, mas não desisto, vou em frente, com todas as forças que me restam e não me deixo vencer. Vou em frente, nada deve me deter. Sou um vencedor apesar das intempéries e das adversidades.
Meu abrigo: a minha consciência. Minha força: a vontade de vencer. Desistir – nunca. Caminhar – sempre. Meu ponto de chegada: a eternidade através da palavra e do pensamento.
Feira, 10.07.2009.
quinta-feira, 4 de julho de 2019
Assinar:
Postagens (Atom)



