sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

OBRAS DE MILTON BRITTO


AS OBRAS DE MILTON BRITTO

I - LIVROS:

I – a) - POESIAS

1 – O EU SOFRIDO
2 – VERSOS LIVRES
3 – VERSEJAR
4 – O EU DESILUDIDO
5 – O EU SONHADO

I – b) – PROSA

1 – MANÉ QUARESMA
2 – CRONICIDADE
3 – CRÔNICAS, CONTOS E NOVELAS
4 – NOVAS CRÔNICAS E HISTÓRIAS
5 – CARTAS NÃO REMETIDAS
6 – FÁBULAS E ESTÓRIAS
7 – VIDA VIVIDA
8 – O CASAMENTO DE DONA BARATINHA

I – C) - PARTICIPAÇÃO EM REVISTAS E JORNAIS

15 - REVISTAS DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE FEIRA DE SANTANA-BAHIA
9 – REVISTAS DA ACADEMIA FEIRENSE DE LETRAS
JORNAL FEIRA NOITE & DIA (Diversas publicações)
JORNAL – EM FOCO (Diversas publicações)
SITE – VELHOS AMIGOS (Rio de Janeiro)
BLOG – mpbversoeprosa.blogspot. com
FACEBOOK – Diversas publicações
Publicações diversas esparsas, inclusive em outros Estados e Municípios.

II – GRAVAÇÕES

1 – DISCO OMPACTO DUPLO RCA VICTOR
2 – MILTON ONTEM E HOJE
3 – GELIVAR ENTRE AMIGOS
4 – CLÁSSICOS DA MPB
5 – CANTIGA DE QUEM ESTÁ SÓ
6 – QUEM HÁ DE DIZER
7 - BENG’US IN CONSERT
8 – BESAME MUCHO
9 – MILTON E AMIGOS
10 – MILTON BRITO NO PROGRAMA SHOW DA MANHÃ
11 – MILTON AO VIVO NO CLUBE DE CAMPO CAJUEIRO

III - DVD E VÍDEOS

1 – BENG’US
2 – EU NÃO EXISTO SEM VOCÊ
3 – A NOITE DO MEU BEM
4 – EXISTE ALGUEM
5 – UM DOS DOIS

         SÍNTESE DA OBRA EM 2019
-01-11.

LIVROS =           13
REVISTAS =       24 (participações)
GRAVAÇÕES = 11 (1 DISCO “Compacto Duplo” e 10 CDs)
DVD E VÍDEOS = 5

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

FRASES E AXIOMAS



Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos.
Friedrich Nietzsche

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

EU TENHO EM MIM




Eu tenho em mim
A imagem da mulher amada,
A caminhar pelo jardim,
Ainda composta,
Vestida em seu négligé,
Colhendo flores,
Ouvindo os pássaros canoros
Que pulam de galho em galho,
Atrás das borboletas
Múltiplas, coloridas,
Recém-saídas dos casulos,
Na inocência que a natureza lhes dotou,
Como os pirilampos
Que pela madrugada
Brilham, no espaço,
Iluminando o caminho
Por onde vou passar
Em minhas serenatas.

Tenho em mente o seu retorno,
Ainda sonolenta,
De uma noite repetida,
De amor, por onde caminham
Os meus desejos,
Mapeando o seu corpo pálido,
Leitoso, macio,
No entrelaço de nossas coxas
Que se agasalham
Em nosso acasalamento,
Quando nos amamos perdidamente.

Trago no meu corpo
O cheiro inconfundível do teu corpo
E do teu perfume “Promessa”
Que me deixava embevecido,
Quando te cheirava e te beijava,
Nas noites de verão
Que já se foram, mas, que
Viverão em nossas lembranças
De amantes que fomos,
Pelos anos que se foram
E pelos que virão,
No muito pouco que vivemos.

Trago em mim,
Os seus abraços acanhados,
De amante do primeiro beijo,
Quando suas mãos suavam,
Trêmulas, macias, mas,
Com gestos envergonhados
De uma donzela que se fez a pouco,
Noviça para o leito
E para as loucuras do amor.

Trago na lembrança
E levarei comigo
Todas as nossas andanças,
Caminhos e descaminhos,
Que nos fizeram perdidos
Para jamais nos encontrarmos,
Porque assim está traçado,
Como dizem os Turcos e Muçulmanos,
- Maktub!...

15/04/2018.

ILHA DE ITAPARICA II




Em janeiro vou à ilha
Vou à ilha no amanhã, pela manhã
Para andar pela areia antes do sol fervente;
Vou à ilha para ver o mar
E na sua imensidão,
Eu possa ver a insignificância do meu ser,
Porque eu posso querer abraçá-lo,
Mas não consigo
Posso querer alcançá-lo,
 Mas é inacessível.

Vou sentar-me à beira mar
Esperar o anoitecer e contar estrelas,
Como Saint-Exupery,
Sem ouvi-las,
Porque este dom foi dado somente a Olavo Bilac
E eu não tenho a verve de Olavo.

Em janeiro eu vou à ilha
Até porque nenhum homem é uma ilha.
Na palavra e no entendimento
Do Peripateta de Estagira.
Vou à ilha
Para ancorar meus pensamentos
Na imensidão do espaço cósmico,
Sentado à beira do cais
Molhando os pés e poetizando,
Porque sou poeta e não profeta
A profetizar o amanhã,
E o amanhã pode ser o ontem
Que não vivenciei
Por estar envolvido com a sobrevivência
Medíocre do materialismo.

Sim! Amanhã eu vou à ilha!
Lá eu poderei saber das minhas andanças
Matutinas olhando a Bahia de Todos os Santos
E do Senhor do Bonfim.
Lá, vou degustar pingo de ouro,
Fruto gostoso das mangueiras
Que a natureza criou,
Antes que os homens promovam
A sua destruição,
Em suas últimas queimadas.

Em janeiro


Irei à Ilha.

Feira, em um dia de 2018.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

PLANETA AZUL

Do LIVRO "NOVAS CRÔNICAS E HISTÓRIAS", em construção.



                                       PLANETA AZUL

Havia no imenso cosmos repleto de estrelas, planetas, astros de toda espécie, formados por poeira cósmica, em milhões de anos, dentre tantos pontos brilhantes, um Planeta Azul.

Nele havia ar, água, fogo e terra, como princípios vitais.

O ar permitia a formação de água de onde brotavam vidas. Algumas permaneciam na fonte vital e outras adaptaram-se à terra multiplicando-se em milhões, enquanto o fogo as renovavam numa sucessão de vida e morte.

No Planeta Azul, habitavam espécies variadas de vida, com destaque para a que se denominava “Homo Sapiens”.

O Homo Sapiens, por possuir inteligência, formou impérios e se arvorou no dominador de todas as demais espécies. Formaram-se diversos impérios, sobressaindo-se o Império do Ouro, o Império da Cultura e o Império das Bananas, dentre tantos do Planeta Azul, todos subordinados a crenças, por ignorarem os fenômenos naturais, com raras exceções, daqueles que se dedicavam à filosofia, com bases especulativas e científicas.

Por longos anos o Império da Cultura dominou e influenciou os demais impérios, com certa crueldade, haja vista, que praticamente dizimou os aborígenes, impondo as suas vontades e seus costumes, saqueando as suas riquezas, permitindo o nascimento do Império do Ouro, que passou a dominar todo o planeta.

Por ser  raça humana dotada de extrema ignorância, surgiram os que profetizavam os fenômenos da natureza como verdadeiras divindades que tinha formas físicas, assemelhadas a totens, animais, astros e seres humanos, chegando a criar uma divindade máxima que seria a imagem e semelhança do humano.
Surgiram guerras, morticínios em abundância, com proliferação de armas cada vez mais potentes, a tal modo, que passou a prevalecer a máxima – “si vis pacem para bellum”.

O Império da Cultura teve que se curvar diante do Império do Ouro que se organizou em armas e crenças, subjugando os demais  Impérios, incluindo os mais resistentes, quando desembarcam no Império das Bananas que não evoluiu, posto que, ali se desenvolveu algumas espécies, não muito raras, denominadas - “corruptos”, “vendilhões”, “lacaios”, “colonizados”, “acéfalos”, “zumbis” e “marionetes”. 

Os corruptos se locupletavam com os quinhões que recebiam do Império do Ouro, beneficiando os vendilhões que entregavam as riquezas produzidas pelo Império das Bananas, usando os lacaios, colonizados, acéfalos e zumbis, enquanto as marionetes festejavam a “glória” da subserviência total, em ritmos e coreografias ensaiadas por manipuladores (escravos do Império do Ouro).

Vilipendiado o povo por ignorância, chega-se ao caos.

Assim segue o Planeta Azul, em rota de colisão.

Há de se indagar – “quosque tandem?”.

  

                                       Notlim Otirb,

Século XXI,

Em uma minúscula área do Planeta Azul, dominado por falsos deuses.